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Sínodo dos Bispos: Documento Final - 11ª parte

Publicado em 13 de fevereiro de 2025 - 15:53:45

O Documento Final do Sínodo dos Bispos mostrou que “ao longo de sua história a Igreja deu origem a certos ministérios, distintos dos ordenados. Esses ministérios são a forma que os carismas assumem quando são reconhecidos publicamente pela comunidade e pelos responsáveis por guia-la, e são colocados de forma estável a serviço da missão. Alguns têm o objetivo mais específico de servir à comunidade cristã. De particular relevância são os ministérios instituídos, que são conferidos pelo bispo, uma vez na vida, com um rito específico, após discernimento apropriado e formação adequada dos candidatos” (nº 75).

Na nossa Igreja, de rito latino, esses ministérios são do leitor, do acólito e, mais recentemente, o do catequista, sendo seu exercício definidos pela autoridade legítima. “Cabe às Conferências Episcopais estabelecer as condições pessoais que os candidatos devem satisfazer e elaborar os itinerários de formação para o acesso a esses ministérios” (nº 75). “Ao lado desses, há ministérios não instituídos ritualmente, mas exercidos com estabilidade por mandato da autoridade competente, como, por exemplo, o ministério de coordenar uma pequena comunidade eclesial, liderar a oração comunitária, organizar ações de caridade etc.” (nº 76).

Há ainda os ministérios extraordinários de comunhão e, com licença da Santa Sé, o ministério extraordinário do Batismo e o de assistência nos casamentos, tanto para homens como para mulheres. “Com base nas necessidades dos contextos locais, deve-se considerar a possibilidade de ampliar e estabilizar essas oportunidades de exercício ministerial por parte dos fiéis leigos. Finalmente, há os serviços espontâneos, que não precisam de outras condições ou reconhecimento explícito. Eles mostram que todos os fiéis, de várias maneiras, participam da missão por meio de seus dons e carismas” (nº 76).

A Assembleia Sinodal insiste que os fiéis leigos participem mais intensamente na vida da Igreja nos mais diferentes contextos, como: participação no discernimento eclesiais e nas fase de tomada de decisão; acesso aos cargos de responsabilidades nas dioceses e instituições eclesiásticas; que os membros das congregações assumam posições de responsabilidade na Igreja; mais leigos como juízes em julgamentos canônicos; “reconhecimento efetivo da dignidade e do respeito aos direitos daqueles que trabalham como funcionários da Igreja e de suas instituições” (nº 77).

O Sínodo “dedicou atenção à proposta de estabelecer um ministério de escuta e acompanhamento, mostrando uma variedade de orientações. Alguns eram a favor, porque esse ministério seria uma forma profética de enfatiza a importância da escuta e do acompanhamento na comunidade. Outros afirmaram que a escuta e o acompanhamento são tarefas de todos os batizados, sem a necessidade de um ministério específico. Outros ainda enfatizaram a necessidade de mais estudos, por exemplo, sobre a relação entre esse possível ministério e o acompanhamento espiritual, o aconselhamento pastoral e a celebração do Sacramento da Reconciliação” (nº 78).

Os participantes do Sínodo também sugeriram que “o possível ministério de escuta e acompanhamento deveria ser particularmente voltado para acolher aqueles que estão à margem da comunidade da Igreja, aqueles que retornam depois de terem se afastado, aqueles que estão buscando a verdade e desejam ser ajudados a encontrar o Senhor. Portanto, ainda há necessidade de mais discernimento a esse respeito. Os contextos locais onde essa necessidade é mais sentida poderão promover a experimentação e desenvolver possíveis modelos sobre os quais discernir” (nº 78). 

Pe. Antônio Carlos D´Elboux – acdelboux@uol.com.br
Pároco da Paróquia Sagrado Coração de Jesus
Saltinho - SP

 

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