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O homem é um animal político

Publicado em 14 de março de 2024 - 17:15:13

Naturalmente o homem é “um animal político e o Estado tem origem na natureza e não num pacto ou contrato. O fato é que é próprio de toda a sociedade – conatural p- haver quem a governe e quem seja governado, para conseguir o bem comum. As sociedades políticas têm o seu fundamento na natureza política do homem e no próprio Deus, que a criou” (p. 176). “As leis civis devem ajustar-se à alei natural precisamente porque a ordem política é natural e de origem divina” (p. 176). “Na Doutrina Social da Igreja não há qualquer oposição à eleição dos governantes pelo povo” (p. 176). 

As três formas possíveis do regime de Governo segundo a nomenclatura clássica grega são: “- Monarquia, isto é, o governo de um; - Aristocracia, isto é, o governo dos melhores; - Democracia, isto é, o governo da maioria” (p. 177). O Papa Leão XIII, na sua encíclica Imortale Dei, de 1885, afirmou que a “escolha de uma ou outra forma política é possível e lícita, desde que esta forma garanta eficazmente o bem comum e a utilidade de todos” (p. 177). Porém, o que a Igreja recusa é a forma corrupta destes regimes: Tirania, Oligarquia e Demagogia. 

No regime de Governo mais importa “é que prevaleça a sua forma justa e não a sua forma corrupta (tirania, oligarquia, demagogia). Deste modo, o que é importante é o conteúdo moral dos atos de governo: o conteúdo das suas leis” (p. 178}). “A Doutrina Social da Igreja consagra, nestes últimos anos, o regime democrático como forma de realizar uma meta: a participação ativa e responsável de todos os cidadãos na vida pública, em contraste com as diversas formas de tirania e de totalitarismo” (p. 179). “A democracia autêntica deverá assentar em valores que guiem e orientem a ação política: a verdade, o bem e a liberdade” (p. 179). 

Os cristãos, no campo político, “devem orientar-se pelos valores humanos propostos pelo Evangelho, assim como pela Doutrina Social da Igreja. Viver como cristão de uma forma exemplar, dando testemunho da sua fé, e praticar a política são tarefas perfeitamente compatíveis entre si. Desde que se deixe conduzir pelos valores cristãos, o leigo católico tem plena liberdade de optar pelas soluções políticas concretas que considere mais convenientes” (p. 180). Os Papas João Paulo II e Francisco incentivam e insistem que os cristãos participem na vida pública. 

A Doutrina Social da Igreja “fala do compromisso político como um dever religiosos prioritário face à necessidade de moralizar a vida política, tão desprestigiada por fatos e condutas pouco edificantes: corrupção, esbanjamento dos bens públicos, uso de meios equívocos para manter e aumentar o poder a qualquer preço, etc. Os cristãos comprometidos na política ou em qualquer opção social devem, pelo contrário, pôr em prática os valores humanos e evangélicos: a liberdade, a justiça, a solidariedade, a dedicação ao bem comum, um estilo simples de vida, o amor preferencial pelos pobres, etc.” (p. 181). 

O esquecimento de Deus na vida social dos tempos modernos “levou o poder político a pôr no lugar do próprio Criador o Estado ou a comunidade da ordem jurídica e moral. A Igreja nunca deixou de rejeitar os regimes tirânicos ou ditatoriais, muito especialmente as formas extremas de totalitarismo” (p. 182). “O mal tem espreitado e consumado graves desordens na comunidade internacional, sendo várias as suas causas profundas” (p. 187): o esquecimento de Deus, o nacionalismo exagerado, o racismo, o neocolonialismo cultural, as ideologias, o utilitarismo jurídico, as desigualdades reais das nações. 

Pe. Antônio Carlos D´Elboux – acdelboux@uol.com.br 
Pároco da Paróquia Sagrado Coração de Jesus 
SALTINHO – SP

Referência:

VERDETE, Carlos. Doutrina Social da Igreja. Lisboa, Paulus, 2007.

 

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