O dizimista consciente se sente integrado e tem um senso maior de participação na comunidade; para ele, a vida ganha mais valor. A Igreja passa a ter mais importância do que quando ele apenas se dizia católico. A explicação para isso é simples: damos mais valor àquilo em que estamos diretamente envolvidos e participamos de perto.
Estima-se que apenas entre 5% e 10% do total de católicos batizados sirvam ou se engajem ativamente nas pastorais e movimentos de suas paróquias.
Não existem censos oficiais contínuos sobre o engajamento dos católicos — à semelhança dos censos estatísticos do IBGE — que meçam com exatidão o trabalho voluntário em todas as paróquias. No entanto, pesquisas sociológicas sobre religião e relatórios da CNBB e do Vaticano revelam que esse "Núcleo Ativo" (de 5% a 10%) é o grupo que, junto com os padres, realmente faz a paróquia funcionar. Fazem parte dele os catequistas, ministros extraordinários da Sagrada Comunhão, voluntários de pastorais sociais (como a Pastoral da Criança), membros de movimentos (como ECC, EJC, Cursilho de Cristandade, Renovação Carismática) e equipes de liturgia.
Os católicos praticantes regulares representam de 20% a 30%. São fiéis que frequentam a missa dominical, contribuem com o dízimo e participam dos sacramentos. No entanto, não assumem cargos de liderança ou funções de coordenação nas pastorais.
Irmãos de outras igrejas cristãs costumam ter maior contato com a Bíblia e, por isso, entendem com mais facilidade o sentido do dízimo. Por serem dizimistas, eles estão mais próximos de suas comunidades e mais comprometidos com elas.
O dízimo é muito mais do que uma contribuição financeira: é uma expressão de fé e compromisso. Ele desperta no católico o valor de sua comunidade, incentivando-o a se integrar mais e a vivenciar sua fé no dia a dia.
A paróquia que motiva o dízimo pensando apenas no dinheiro corre o risco de conseguir o recurso, mas ficar com a igreja vazia. Em primeiro lugar, é preciso buscar a integração das pessoas com suas comunidades.
A Igreja do terceiro milênio será mais forte e viva se todos se dispuserem a trabalhar pela evangelização, indo ao encontro e acolhendo o irmão onde quer que ele esteja.
Ser apenas dizimista será muito pouco.
Pe. Celso de Jesus Ribeiro
Coordenador Diocesano da Pastoral do Dízimo