É muito bom frequentar uma igreja que ajudamos a construir. Quem é dizimista tem um carinho especial pela comunidade, pois participou de cada etapa dessa jornada. Desde a escolha do terreno até a conclusão das obras, sempre esteve presente, direta ou indiretamente. Ao chegar à igreja, é emocionante ver a alegria dos pioneiros ao contarem que fazem parte dessa história. Quem vive isso sabe exatamente qual é a sensação.
Muitos tiveram essa mesma oportunidade, mas a deixaram passar — seja por egoísmo, por dificuldade de se integrar ou por darem pouco valor às coisas de Deus e da Igreja. É fácil imaginar o arrependimento daqueles que hoje frequentam um templo, mas não ajudaram a erguê-lo.
A vida vale pelo legado que deixamos para as futuras gerações. Participar da construção de uma comunidade é um bem inestimável. Essa união fortalece os laços entre os fiéis, afinal, construíram algo juntos. É por isso que tantas pessoas permanecem por anos no mesmo lugar: só elas conhecem o verdadeiro valor de tudo o que existe ali. Quem vem de fora nem sempre percebe esse significado de imediato e leva tempo para se adaptar e criar raízes.
É emocionante ver os idosos, com olhos marejados, contando a história do local. Essa memória é uma riqueza enviada por Deus. Precisamos mostrar aos irmãos que ainda estão indiferentes que eles também podem viver essa emoção.
Um jovem poderia pensar: "Não quero ser dizimista para não assumir responsabilidades com obras, já que não pretendo morar aqui para sempre e não quero criar laços." Mas a verdade é que a alegria de quem ajudou a construir a igreja é visível. Muitos não têm bens materiais, mas carregam a maior de todas as riquezas: a certeza de ter feito a vontade de Deus. E essa riqueza nem mesmo a morte pode tirar.