Quando nascemos, tudo já estava preparado à nossa espera, providenciado pela graça e pela misericórdia de Deus (Ef 1, 3ss). Até o amor de nossos pais Deus já havia feito brotar — lá estavam eles, transbordando de emoção.
Muito do que Deus reserva para nós ainda desconhecemos. Trilhões de pessoas já viveram utilizando o que foi criado, e trilhões ainda poderão viver. Os que já passaram por este mundo usufruíram do que encontraram; os que ainda virão já têm à disposição o que necessitam, aguardando por eles.
Nossa vida é uma busca constante por aquilo que Deus deixou para nós, e o melhor de cada descoberta é perceber que ainda há muito a ser revelado. A ciência tenta explicar tudo, mas acaba concluindo que, sem a intervenção divina, nada existiria nem poderia ser transformado. O ser humano não cria do nada e, para transformar o que encontra, precisa da ajuda de Deus.
Quando insistimos que toda pessoa de fé deve ser dizimista, não se trata de uma cobrança pelo que recebe. É antes um convite ao reconhecimento da soberania de Deus sobre cada um de nós e ao exercício da justiça para com o Criador. Ele quer — e precisa — ser mais conhecido, e o dízimo serve a esse propósito. O mais importante não é o dinheiro, mas a obediência, a fidelidade, o gesto generoso, a integração nos trabalhos que visam à divulgação do seu Santo Nome. É isso que Deus quer e espera de nós para tornar-se mais conhecido.
As graças divinas são derramadas sobre todos — dizimistas ou não. Mostrar-se grato e reconhecido por tudo o que se recebe é fruto da consciência de cada filho de Deus. Quando alguém não alcança tudo o que poderia, isso se deve, muitas vezes, à injustiça humana, marcada pelo egoísmo que impede a solidariedade entre irmãos. Há quem se aposse do que seria do outro, mesmo sabendo que lhe fará falta, como se isso fosse algo natural. Muitos poderiam ser felizes com o que já têm, mas não se contentam e querem sempre mais.
A esperança é que todos sejam dizimistas, para que a Igreja tenha melhores condições de proclamar o nome de Deus. Quanto mais pessoas o conhecerem, melhor será o mundo para todos — dizimistas ou não.