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Futebol Presbiteral

Publicado em 24 de março de 2026 - 16:53:59

O clima estava solene… até a bola rolar.

Após um período de chuteira vacante, retornou o “Clássico Vocacional”: padres contra seminaristas. De um lado, a experiência de quem já ouviu de tudo em confissão; do outro, a juventude de quem ainda acredita que dá pra correr 90 minutos sem precisar de um milagre. O apito inicial soou, e os seminaristas começaram com tudo — correndo, pressionando, tentando mostrar serviço como quem busca aprovação na prova final de Teologia Pastoral. Mas os padres… ah, os padres… jogavam com uma calma quase sobrenatural, uma paciência digna de Jó. Logo ficou evidente: não era só futebol, era sabedoria tática acumulada em anos de homilias estratégicas. Teve padre dando passe de três dedos como quem distribui bênção dominical, outro fazendo lançamento longo que parecia até inspirado diretamente do alto. Os seminaristas até tentaram reagir — um chute forte aqui, um carrinho meio pecaminoso ali — mas a bola insistia em obedecer mais aos veteranos de batina do que aos aspirantes.

O placar? Pois então, para evitar acusações de que eu sempre faço o texto dizendo que os “padres ganharam” sem a real veracidade dos fatos, diante do risco de surgir uma rivalidade pouco santa (e alguns olhares mais competitivos do que recomendados pelo espírito fraterno), alguém teve uma ideia iluminada: “E se a gente misturar os times?” E assim foi feito. Padres e seminaristas passaram a jogar juntos, num ecumenismo futebolístico onde já não se sabia quem era quem — exceto pelo fôlego, claro. [Os padres estão mais em forma que os seminaristas…]. O jogo seguiu mais leve, com risadas, passes compartilhados e um ou outro padre ainda mostrando que, mesmo no time misto, continuava sendo o melhor em campo… com humildade, evidentemente.

Fazemos uma menção honrosa ao diretor de estudos da etapa filosófica, o Prof. Dr. Marcos Desan Scopinho que, após um profundo momento de reflexão, posicionou-se acertadamente num lugar milimetricamente próprio para fazer o primeiro gol do jogo após o rebote do goleiro. Todo o esforço reflexivo acabou demandando pouco esforço físico quando apenas esticando a perna para a pelota, com maestria a “tocou” para o fundo das redes.

No fim, ninguém saiu derrotado. Prevaleceu a fraternidade cristã e Deus seja louvado!

Pe. Claudio Furlan
Presbítero da Diocese de Piracicaba

 

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