As missões populares nas casas são muito importantes, pois nos oferecem a oportunidade de encontrar pessoas que, por diferentes motivos, se afastaram da Igreja.
Em uma das visitas, o dono da casa recebeu muito bem os missionários, convidou-os a entrar e logo disse que estava feliz por eles terem ido. Aproveitou a ocasião para fazer um desabafo que durou quase uma hora.
Os missionários são sempre orientados a escutar com atenção e a incentivar a conversa. Depois do desabafo, o morador foi convidado a perdoar e a voltar para sua comunidade de origem, se assim desejasse, lembrando que o pároco muda, as pessoas mudam e até os mais antigos transformam seu modo de ser. O dono da casa perguntou, emocionado: “Será que me aceitam de volta na Igreja?”.
Mais tarde, foi reintegrado à comunidade. Contou que há anos desejava falar tudo aquilo, mas nunca tivera oportunidade. Uma vez de volta, retomou a participação nas missas e voltou a contribuir com o dízimo em sua paróquia.
Se formos de casa em casa dispostos a escutar, demonstrando que essas pessoas sempre foram amadas por nós e insistindo com carinho em seu retorno, elas perceberão que fazem falta e que são importantes.
Devemos, sim, ir ao encontro desses irmãos, mesmo que seja para convidá-los a serem dizimistas. Quando compreendem que se trata de uma causa nobre e necessária, é mais fácil que nos entendam.
Não podemos esquecer que Jesus Cristo enviou os discípulos a evangelizar de casa em casa e foi o primeiro a não ficar parado. Nosso Papa nos dá o exemplo, percorrendo o mundo todo. Nosso bispo também não se limita à Cúria: visita as paróquias em suas visitas pastorais. Aos padres cabe a missão de conhecer suas comunidades e visitar os paroquianos, especialmente os doentes. Será que eles estão errados?
A nós cabe uma tarefa igualmente importante: visitar as famílias, ouvir suas dores, aliviar suas angústias, mostrar que são amadas e que fazem falta. Assim, poderemos trazê-las de volta à Igreja, ao convívio fraterno da comunidade e à fidelidade a Deus — participando das missas, colaborando nas pastorais e contribuindo com o dízimo de forma consciente e generosa.