Antes de decidir o valor do dízimo a ser entregue a Deus, é importante conversar com Ele em clima de oração.
A pergunta que mais se ouve nas casas é: “quanto devo pagar de dízimo?” Ainda usamos o verbo pagar, mas o dízimo não é um pagamento. O que colocamos sobre o altar deve ser fruto de uma reflexão íntima com o Criador. Por isso, é bom pensar bem antes de decidir o valor, enquanto a consciência ainda estiver incerta sobre o verdadeiro sentido dessa entrega.
O dízimo não pode ser o que sobra, o resto do mês. Ele deve representar um gesto de sacrifício e amor, sem que seja necessário entregar tudo, como às vezes é sugerido em outros contextos religiosos. Se a oferta não envolver algum esforço, ela se torna simples demais e perde o sentido.
A Igreja Católica, ao deixar à nossa consciência a decisão sobre o valor, aumenta também a nossa responsabilidade. O que levamos ao altar deve expressar nosso trabalho, nosso suor e o melhor do que produzimos. É bom lembrar: o dízimo não é esmola — e muito menos uma ajuda a terceiros. É uma oferta de gratidão, feita por nós e para o crescimento da comunidade de fé à qual pertencemos.
Devemos ser justos com Deus. O que apresentamos no altar deve refletir o que recebemos Dele. Se entregamos pouco, passamos a impressão de que recebemos pouco. Às vezes, o próprio dizimista se envergonha ao perceber que está sendo infiel com Deus, porque sabe que ofereceu o que sobrou — sem nenhum esforço nem gratidão verdadeira.
Agrada mais a Deus aquele que oferece com generosidade, com espírito de sacrifício e alegria. Se o coração estiver em dúvida sobre quanto oferecer, o melhor conselheiro é o próprio Deus. Basta consultá-Lo em oração. O dízimo deve expressar, acima de tudo, o quanto somos gratos por tudo o que Ele nos dá.