Recentemente, celebramos a solenidade de Todos os Santos, no dia 1º de novembro, e, no dia seguinte, 2 de novembro, a Comemoração de Todos os Fiéis Defuntos. São duas celebrações muito próximas que nos convidam a meditar sobre o sentido da vida eterna e da morte.
A vida eterna desperta o nosso interesse? Buscar a santidade ainda encanta o coração humano? O prefácio da missa de Todos os Santos reza assim: “Festejamos, hoje, a cidade do céu, a Jerusalém do alto, nossa mãe, onde nossos irmãos, os santos, vos cercam e cantam eternamente vosso louvor. Para essa cidade caminhamos, pressurosos, peregrinando na penumbra da fé. Contemplamos, alegres, na vossa luz, tantos membros da Igreja que nos dais como exemplo e intercessão”.
Ao refletir, nesses dias, sobre a morte e a santidade, percebemos que também somos chamados a viver com fidelidade. Isso inclui ser dizimista em nossa paróquia, contribuindo de forma constante e justa. Assim, caminhamos com a consciência tranquila, especialmente quando sentimos a proximidade da morte e alimentamos o desejo de habitar o Reino dos Céus.
Há muitas pessoas que ainda não são dizimistas. Se Deus lhes perguntasse por que motivo não o são, qual seria a resposta?
As respostas são variadas, mas revelam uma verdade comum: precisamos conhecer mais a Palavra de Deus. Algumas justificativas chegam a ser curiosas, como as de quem diz não ser dizimista por não concordar com o celibato dos padres. Outras mostram a escravidão que o “deus” dinheiro ainda impõe a tantos irmãos.
E você? Se não é dizimista, qual seria a sua resposta? Antes de pensar nisso, responda: você crê em Deus? Se a resposta for não, essa pergunta realmente não faz sentido. Para os que não creem, o dízimo nada significa.
Mas o simples fato de você estar lendo este texto já mostra que tem fé e é temente a Deus. Então, se ainda não é dizimista, continue a leitura. Talvez aqui encontre um bom motivo para mudar de ideia — ou quem sabe reafirmar com certeza que nada deve a Deus. Seja qual for a conclusão, que ela seja firme e consciente.
Se concluir que não deve contribuir, pense na justificativa que apresentará ao Senhor. Mas se você, fiel dizimista, compreender que deve manter essa fidelidade até o fim de sua vida neste mundo, saiba que já está dando um passo importante para viver uma boa morte e alcançar o céu pela graça e misericórdia de Deus Pai.
Pe. Celso de Jesus Ribeiro
Coordenador Diocesano da Pastoral do Dízimo