No último dia da 62ª Assembleia Geral da CNBB, realizada em Aparecida (SP), a pauta da manhã foi marcada por apresentações, avaliações internas e, principalmente, pela votação de propostas ligadas à missão da Igreja no continente americano, com destaque para o CAM 7.
Dom Gilson Andrade, bispo de Nova Iguaçu (RJ) e membro da Comissão de Avaliação da Assembleia, apresentou os critérios do processo avaliativo, que contempla aspectos como pauta, estrutura e atividades. Um link e QR Code foram encaminhados aos regionais, incentivando ampla participação dos bispos.
Dom Ricardo reforçou a importância do momento como oportunidade de escuta e aprimoramento, pedindo a colaboração de todos. A avaliação ficará disponível até a próxima segunda-feira.
Ainda durante a manhã, administradores diocesanos tiveram espaço para se apresentar e partilhar experiências, evidenciando a diversidade de realidades nas dioceses brasileiras.
A Assembleia também marcou a apresentação do padre Tiago Camargo como novo subsecretário adjunto de pastoral da CNBB, além do padre Valdeir Queiróz, novo diretor do Centro Cultural Missionário (CCM) e assessor da Comissão Episcopal para a Ação Missionária. Dom Jaime Spengler, presidente da CNBB, destacou positivamente o trabalho do padre Tiago, sublinhando a sintonia do CCM com as necessidades atuais da Igreja.
Outro ponto relevante foi o relatório da Comissão Especial para a Comunhão e Partilha, presidida por dom João Bergamasco. O projeto, iniciado em 2012, já beneficiou 43 igrejas particulares, atendendo 311 seminaristas e 75 presbíteros. Em 2025, o saldo ultrapassou R$ 11 milhões. A iniciativa, que hoje também apoia estudantes do Pontifício Colégio Pio Brasileiro, segue fortalecendo a solidariedade entre dioceses.
Um dos momentos centrais da manhã foi a retomada do CAM 7, com apresentações da irmã Regina da Costa Pedro, diretora das Pontifícias Obras Missionárias (POM), e dom Maurício Jardim, presidente da Comissão Episcopal para a Ação Missionária da CNBB. O congresso, que será realizado no Brasil em 2029, em Curitiba, é visto como um “kairós” para a Igreja no continente.
Segundo dom Maurício, o objetivo é fortalecer o compromisso com a missão “ad gentes”, destacando que o CAM 7 não se reduz a um evento, mas propõe um caminho missionário permanente.
O tema apresentado foi: “América em saída: Povo de Deus que anuncia e testemunha Jesus Cristo”, com o lema: “Igrejas da América, em missão nas fronteiras”. A proposta reforça uma Igreja que vai ao encontro das periferias sociais, culturais e humanas.
A Assembleia deliberou sobre duas propostas diretamente ligadas à preparação do CAM 7:
Aprovado com ampla maioria, o Ano Missionário será aberto na Solenidade de Cristo Rei, em novembro de 2028, e encerrado em novembro de 2029, em sintonia com o congresso.
Destinada à organização do CAM 7, também foi aprovada. As propostas surgiram a partir da reflexão dos bispos referenciais da ação missionária nos regionais da CNBB.
A programação incluiu ainda:
Apresentação do Pontifício Colégio Pio Brasileiro, com 97 estudantes atualmente;
Informes sobre os bispos eméritos e suas atividades;
Divulgação da Romaria Nacional de Catequistas, que acontecerá em agosto de 2026, no Santuário Nacional de Aparecida;
Celebração dos 70 anos da Cáritas Brasileira, com programação especial e peregrinação nacional;
Relatório da Assessoria de Comunicação da CNBB, que destacou mais de 10 milhões de visualizações de conteúdos durante a Assembleia.
60 anos do Movimento de Educação de Base (MEB).
Encerrando a manhã do último dia, a Assembleia reafirmou o compromisso da Igreja no Brasil com a missão e a evangelização, projetando os próximos anos com foco no protagonismo do Povo de Deus e na presença nas fronteiras.
As votações aprovadas indicam um caminho concreto de preparação para o CAM 7, consolidando a dimensão missionária como prioridade na vida e ação da Igreja no país.
Texto: Larissa Carvalho / Divulgação CNBB
Foto: Fiama Tonhá / Divulgação CNBB