Caio Avancini, Fernando de Andrade, Felipe Pizzinatto, David Gomes e Gabriel Fornaziero
A Diocese de Piracicaba realiza nesta sexta-feira, 14 de agosto, às 20h, a Solene Celebração Eucarística na qual cinco seminaristas serão ordenados diáconos transitórios. A missa ocorrerá na Paróquia Santo Antônio - Sé Catedral, no Centro de Piracicaba, e será presidida pelo bispo diocesano, Dom Devair Araújo da Fonseca.
Serão ordenados os seminaristas Caio Avancini, David Willian Gomes da Costa, Felipe Pizzinatto, Fernando Matheus de Andrade e Gabriel Anselmo Fornaziero. A ordenação ocorrerá pela imposição das mãos e prece de ordenação do bispo diocesano, diante de sacerdotes, religiosos, amigos e familiares dos vocacionados e fiéis de toda a diocese.
O diaconato é o primeiro grau do Sacramento da Ordem na Igreja Católica. Como diáconos transitórios, os candidatos entram na etapa final de preparação para o sacerdócio, assumindo o ministério voltado ao serviço do altar, à proclamação da Palavra de Deus e às ações de caridade da Igreja. Confira abaixo os comentários dos cinco novos diáconos sobre suas trajetórias vocacionais, as expectativas e os seus lemas diáconais.
Evento: Solene Celebração Eucarística com rito de Ordenação Diaconal
Data: 14 de agosto de 2026 (sexta-feira)
Horário: 20h
Local: Paróquia Santo Antônio - Catedral de Piracicaba

Lema: In verbo autem tuo — “Mas, por causa da tua palavra” (Lc 5,5)
Ao me aproximar da ordenação diaconal, meu coração se enche de gratidão. Olhando para minha caminhada, reconheço que Deus sempre esteve presente, conduzindo cada passo, despertando em mim o desejo de entregar a vida ao seu serviço e confirmando, pouco a pouco, o chamado que um dia ouvi. A ordenação diaconal é a resposta concreta a esse amor que sempre me precedeu. É o momento em que renovo, diante da Igreja, o meu desejo de pertencer inteiramente a Cristo e de gastar a minha vida anunciando o Evangelho, servindo ao altar e acolhendo cada pessoa com a mesma caridade do Senhor. Mais do que alcançar uma etapa, sinto que estou iniciando um novo modo de viver: sendo, cada vez mais, sinal da presença de Cristo Servo no meio do seu povo.
Foi nesse caminho que nasceu a escolha do meu lema: In verbo autem tuo — “Mas, por causa da tua palavra” (Lc 5,5). Sempre me impressionou a confiança de Pedro que, mesmo sem compreender plenamente o que aconteceria, decidiu lançar novamente as redes porque acreditou na Palavra de Jesus. Também eu desejo que essa seja a verdade da minha vida. Não quero caminhar guiado pelos meus próprios projetos, mas Naquele que me chamou. É Nele que encontro direção, esperança e sentido para cada passo da minha vocação. Que, em todos os momentos do meu ministério, especialmente nos dias de alegria e também nos de desafio, eu possa renovar a mesma resposta de Pedro: “Senhor, por causa da tua Palavra, continuarei lançando as redes.”

Lema: Cantate Domino, et benedicite nomini ejus; annuntiate de die in diem salutare ejus — “Cantai ao Senhor, bendizei seu santo nome, e anunciai dia a dia sua salvação” (Sl 95)
A ordenação diaconal representa, para mim, a resposta concreta a um chamado que Deus foi amadurecendo ao longo da minha caminhada de fé. Receber este ministério é motivo de profunda alegria, gratidão e, ao mesmo tempo, de grande responsabilidade. É um momento que renova em meu coração o desejo de servir à Igreja com humildade, colocando meus dons a serviço do povo de Deus e confiando sempre na graça do Senhor, que sustenta cada passo da vocação.
A escolha do lema “Cantai ao Senhor, bendizei seu santo nome, e anunciai dia a dia sua salvação” (Sl 95) expressa aquilo que desejo viver em meu ministério: louvar a Deus com toda a minha vida e anunciar, diariamente, a esperança do Evangelho. Que cada palavra proclamada, cada gesto de caridade e cada serviço prestado possam conduzir as pessoas ao encontro com Cristo. Confio esta nova etapa à intercessão da Virgem Maria e peço as orações de todos, para que eu permaneça sempre fiel à missão que a Igreja me confiar.

Lema: Sive ergo vivimus, sive morimur, Domini sumus — “Vivos ou mortos, pertencemos ao Senhor” (Rm 14,8)
Aguardo a ordenação diaconal com um coração profundamente agradecido a Deus. É um momento de grande alegria, mas também de renovação da confiança em Quem me chamou. Olhando para a minha história, reconheço que o Senhor sempre conduziu cada passo, sustentando-me nas alegrias e também nas provações. Ser ordenado diácono é responder a esse chamado com generosidade, colocando a minha vida a serviço da Igreja e do povo de Deus, contando, é claro, com o apoio e a presença dos meus pais, Rogério e Cathia, do meu irmão, Rafael, e de toda a minha família — que nunca me deixou sozinho em todo este tempo.
Escolhi como lema as palavras de Romanos 14,8: “Vivos ou mortos, pertencemos ao Senhor”, porque elas expressam a certeza que tem sustentado a minha caminhada: Deus nunca deixou de cuidar de mim e jamais deixará. Essa convicção ganhou ainda mais força com o falecimento da minha avó, Yule, há algumas semanas. Hoje, sua partida já não é para mim apenas motivo de saudade, mas sobretudo de esperança e confiança na misericórdia de Deus. Se o Senhor cuida de mim e da minha família com tanto amor, também cuida dela. É essa confiança que desejo levar para o ministério diaconal, servindo com alegria, esperança e total entrega à vontade de Deus.

Lema: In patientia vestra possidebitis animas vestras — “É permanecendo firmes que ireis ganhar a vida” (Lc 21,19)
Neste momento tão importante tanto para mim quanto para toda a Igreja, só tenho a agradecer pela graça recebida de Deus por ter me chamado ao ministério diaconal e, futuramente, ao ministério presbiteral. Vendo tudo aquilo que vivenciei nestes anos de formação, percebo como Deus foi me preparando, não apenas para o momento da ordenação, mas para a vida ministerial que irei assumir. Confirmo que não é mérito meu, mas é graça de Deus. Por isso me alegro com esse chamado, pedindo a Deus sabedoria e fidelidade a essa vocação.
E essa prece foi a que pedi a Deus e que se transformou em forma de versículo: “É permanecendo firmes que ireis ganhar a vida” (Lc 21,19). O contexto do Evangelho é sobre o fim dos tempos, a chegada do encontro definitivo com o Senhor da História. Nesse sentido, aqueles que entrarão na glória serão os que permanecerem firmes no chamado e na amizade com Deus. A salvação passa também pela felicidade do chamado e pela labuta do ministério que irei assumir. Por isso, esse lema faz-me lembrar do compromisso que assumo, principalmente na essência do diaconato, que é o servir. Então, na verdade, esse versículo faz-me confirmar isto: é permanecendo no serviço que irei ganhar a vida em Deus.

Lema: Ut videam voluptatem Domini — “Para contemplar a beleza do Senhor” (Sl 26)
A proximidade da ordenação diaconal faz com que eu olhe para toda a minha história com profunda gratidão e também com certo temor diante da grandeza do que vou receber. É uma alegria estar sendo preparedo para receber o primeiro grau do sacramento da Ordem, a caminho do segundo grau, o presbiterado. Trata-se de uma vocação que me atrai e chama a minha atenção desde a infância e que, com o passar dos anos, foi sendo discernida, amadurecida e confirmada pela Igreja. Por isso, não vejo este momento apenas como a realização de um desejo antigo ou como a conclusão de uma etapa da formação, mas como uma ação de Deus que, por meio da ordenação, marcará definitivamente a minha vida e me configurará sacramentalmente a Cristo Servo.
O lema que escolhi, Ut videam voluptatem Domini, significa “Para contemplar a beleza do Senhor”. Ele pertence ao Salmo 26 na numeração da Vulgata latina, embora corresponda ao Salmo 27 na numeração adotada pela maioria das Bíblias atuais. Escolhi esse versículo porque compreendo que toda vocação nasce de um encontro com a beleza de Cristo. Antes de qualquer atividade ou missão, está o olhar voltado para o Senhor. É na contemplação de seu rosto, especialmente no Mistério Pascal celebrado pela Igreja, que a vida cristã encontra sua origem, sua direção e seu sentido.
Chego a este momento com muita gratidão a Deus e a todos que fizeram parte da minha caminhada. Sei que a ordenação marcará para sempre a minha vida e, por isso, peço que continuem rezando por mim, para que eu acolha com fidelidade a graça que a Igreja me confiará.