Jornal em Foco

Família Acolhedora há quatro anos preservando os direitos da criança e do adolescente

Agosto/2017 - Edição 112 - Ano XI

Há quatro anos o Serviço Família Acolhedora Piracicaba vem atuando no município com a finalidade de proporcionar o acolhimento familiar às crianças e adolescentes que necessitam ser afastados de sua família de origem em decorrência de medida de proteção por determinação judicial por terem seus direitos violados. O Família Acolhedora é uma UPS (Unidade Prestadora de Serviço) da Pasca (Pastoral do Serviço da Caridade) da Diocese de Piracicaba e é mantido em parceria com a Prefeitura de Piracicaba, por meio da Semdes (Secreta-ria Municipal de Desenvolvimento Social).

A coordenadora do projeto, a psicóloga Patrícia Barbosa Dutra explica que as famílias acolhedoras são constituídas por voluntários cadastrados pelo serviço que acolhem, temporariamente em sua residência, crianças e adolescentes afastados de sua família de origem por esta não cumprir sua função de cuidado e proteção. “Durante o acolhimento que pode ser de até dois anos, a família se torna responsável em oferecer os cuidados integrais à criança ou ao adolescente e proporcionar a garantia do direito à convivência familiar e comunitária enquanto elas estão sob sua responsabilidade”, explica a psicóloga.

Patrícia informa ainda que as famílias cadastradas para acolher uma criança ou adolescente passam por um processo de formação, dividido em três etapas. Após este processo elas ficam aptas para acolher e aguardam serem chamadas para o serviço. Atualmente há 15 famílias aptas para o acolhimento e outras sete estão no processo de formação para integrar o projeto.

Patrícia ressalta que enquanto a criança ou adolescente está acolhido, a família de origem passa a ser acompanhada pela equipe de profissionais do Família Acolhedora. “A família de origem também é acompanhada para que quando a criança ou adolescente retornar possa ter novamente todos os direitos garantidos”, salienta Patrícia.

Desde que foi criado em Piracicaba, foram realizados 37 acolhimentos sendo que a média de permanência da criança ou adolescente na família acolhedora tem sido de cinco meses, embora, segundo a lei, o acolhimento possa ter a duração de dois anos. Atualmente nove crianças estão em famílias acolhedoras.

Entre as famílias, está a do casal Marco e Beatriz, que tem três filhos e atualmente é responsável pelo acolhimento de uma bebê de três meses. O casal explica que a pequenina chegou até a família com 13 dias, mudou toda a rotina da casa e tem sido uma experiência que não há como expressar. “O amor brota de uma forma intensa e forte. Nós a amamos muito, mas não queremos ficar com ela, queremos ajudá-la a voltar para sua família de origem e ser tão amada como está sendo agora por nossa família”, afirma Marco.

Atualmente a equipe do Família Acolhedora é formada por seis profissionais: Patrícia Barbosa Dutra (psicóloga/coordenadora), Cláudia Regonha Suster (psicóloga), Priscila Zanardo Algarra (assistente social), Juliana Ramos (auxiliar administrativo), Ana Paula Augusto (serviço gerais) e José Heraldo Martins (motorista).

SERVIÇO
- O Família Acolhedora atende de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h, no Centro Diocesano de Pastoral, na avenida Independência, 1146, no bairro Higienópolis.

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